Iniciação à Ciência

quarta-feira, 16 de abril de 2008


Dialética


Prova será dia 29/4, na terça-feira.

Hoje, dia 16, fecharemos o conteúdo que vem sendo estudado nas ultimas aulas. Na próxima aula, terça, dia 22, trabalharemos com um texto bem legal: O Mito da Caverna, grande clássico da Filosofia mundial. Na quarta seguinte, dia 23, faremos uma revisão e, finalmente, partiremos para a prova dia 29. Esta aula começou com uma revisão sobre ceticismo, dogmatismo e sofistas, já amplamente discutidos nas aulas anteriores. 

Dialética:

Transparência: a arte de discutir, de dialogar, que implica dualidade de razões, tensão entre opostos. A contradição como motora propulsora do desenvolvimento do pensamento e da história. Elementos: tese, antítese e síntese.

Tese: um ponto de vista, um ângulo, uma perspectiva. É baseada num estudo.

Vejamos uma aplicação de tese que nos foi ensinada de forma pura: Duque de Caxias. Patrono do exército nacional, exemplo de coragem, patriotismo e energia. Figura chave na guerra do Paraguai. Enquanto estudávamos sobre o evento em história durante a educação básica, também aprendemos o nome do homem que estava “do lado de lá”, o ditador paraguaio Solano Lopez, descrito como sanguinário e expansionista. Veja só a parcialidade. É o que nos foi ensinado.

Como visto, todo conhecimento que só se baseia numa tese é alienado. Dessa forma é impossível propiciar aos alunos a margem para o questionamento, que ficará, conseqüentemente, sem senso crítico. É um dos problemas da educação brasileira: os alunos não são treinados para serem questionadores, no que tange o ensino das ciências humanas, nem para terem uma boa capacidade de abstração, no campo das exatas. Para que o estudante se torne crítico, ele precisa ter acesso a uma ANTÍTESE. Teríamos, pois, que buscar um livro lá em Assunção para ler o que eles escreveram sobre o fato. Estudando os dois lados, o aluno formaria a opinião mais sólida, não apenas baseada numa tese, depois de fazer o exercício da autocrítica.

Antítese: posicionamento contrário à tese, antagônico a esta.

O Holocausto: primeiro, devemos ler o que dizem as fontes judaicas. Esta pode ser considerada a tese. Em seguida, devemos recorrer a uma obra de autor nazista, e então tomá-la como a antítese. A síntese deverá ser construída a partir dos dois pontos de vista. Só assim pode-se ter um documento histórico com qualidade científica.

No Brasil há o problema do mau ensino da Filosofia, que, na verdade, nem chega a ser Filosofia mesmo, é apenas a história dela que estudamos no final do ensino fundamental e no ensino médio. O dogmatismo, característico de nossa sociedade, leva o ensino brasileiro a ser fundamentado apenas em teses. A Filosofia foi deixada de lado porque ela instiga o estudante a pensar e questionar. Neste mandato do presidente Lula, o executivo faz o papel do legislativo; até há os que dizem que vivemos numa ditadura legislativa. Hoje Lula tem mais poder do que tinha Dom Pedro II na época do poder moderador, graças à edição de medidas provisórias; o poder legislativo propriamente dito, que deveria desempenhar o papel antitético, nada faz.